Tensão em Bucareste (post atualizado)

Uma notícia surpreendente – e descoberta de forma ainda mais chocante – dominou o noticiário de dança internacional. A história envolve Johan Kobborg, ex-principal do Royal Ballet, e marido da estrela romena Alina Cojocaru. Eis o drama:
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Kobborg e Alina em Romeu e Julieta, no Royal Ballet. (Foto: Elliot Franks)

Desde dezembro de 2013 Kobborg comandava a Opera Nacional de Bucareste, na Romênia, como diretor artístico. Ele ainda teria mais dois anos de contrato. Com a nova direção da ONB, que chegou na semana passada, ele descobriu, através do site da companhia, que foi REMOVIDO do cargo e realocado como corpo de baile. Hoje nem mais lá ele está listado.

Jura, gente? Os bailarinos da ONB já se manifestaram e disseram que não se apresentam sem Kobborg no comando, inclusive Alina, que faria participações especiais na companhia (ela, atualmente, é bailarina do English National Ballet). “Eu só vou me apresentar sob a administração de quem tornou esse ballet possível para a apreciação do público, com Kobborg como nosso líder”, Alina declarou no Twitter.
Em várias redes sociais, Kobborg se disse traído e teme que ‘o medo e terror’ voltem a dominar a companhia. Não sabemos exatamente a que ele se refere. Nós tentamos contato com o Kobborg, mas ainda não tivemos retorno. Mesmo assim, ficamos muito tristes com essas notícias e esperamos que tudo se resolva da melhor forma para os bailarinos e Kobborg, que, desde que assumiu, fez um trabalho super bonito na ONB!
kobborg_twitter“É com o coração pesado que eu encontro meu nome removido do cargo de diretor artístico da companhia ONB. Eu  nada tenho além de amor pelos dançarinos. Sonho de um dia voltar e terminar o que terminamos. Peço desculpas aos bailarinos que eu não tenha tido chance de dizer a vocês pessoalmente. Sejam fortes. Vocês todos são lindos”, diz Kobborg em post no Twitter quando descobre estar afastado do cargo.
ATUALIZAÇÃO!!
Kobborg anunciou no Twitter que entregaria sua demissão no dia 12 de abril, pelos motivos já citados acima. Ainda não conseguimos contato com ele ou com Alina Cojocaru, sua esposa, então não entendemos exatamente o que ele e os bailarinos tanto temem com a chegada da nova administração. Se antes a gente tinha alguma esperança que ele ficasse na ONB, isso parece que não tem mais como acontecer.
Segue a carta publicada no Twitter:
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Penchée turbinado!

Vamos combinar que esse é um dos passos mais difíceis de fazer, né? Exige controle, graciosidade, flexibilidade e equilíbrio – especialmente na ponta. Então, qualquer conselho para melhorar o penchée é válido, certo? Errado!

O passo é sobre a manutenção da linha do arabesque: se lá a gente tem que manter a perna fechadinha atrás e os braços alinhados, a mesma coisa tem que acontecer com o penchée. “Abrir” a perna que sobe pode até dar uma sensação de que ela fica mais alta, mas, com isso, seu tronco vira também (a não ser que você seja absurdamente en dehors!) e, com isso, fica mais difícil manter o equilíbrio. Fora que fica feio para a plateia ver um penchée todo arreganhado, né?

Outro vício nocivo de alguns bailarinos é jogar o peso para trás. Evite isso! A perna pode até subir um pouquinho mais, mas você corre o risco perder a estabilidade na perna de base, e aí… Já era.

Alina Cojocaru e sua Giselle super controlada!
Alina Cojocaru e sua Giselle super controlada!

Mas calma que nem tudo está perdido! Existem dicas saudáveis e que deixam o passo ainda mais bonito. Uma delas é colocar o peso no metatarso (e não no calcanhar!) já na hora do arabesque e mantê-lo lá enquanto o tronco desce. Procure manter o pé de base levemente en dehors (a diagonal facilita o equilíbrio) e espalhe os dedos dos pés dentro da sapatilha para fixá-los melhor no chão.

Uma coisa que a gente sempre ouve é que tem que manter a linha de 90º do arabesque, e que é a perna que tem que levar o tronco. Funciona para você? Ótimo! Mantenha! Eu fazia isso, mas a perna acabava não subindo o que podia. Felipe me deu uma dica ótima, que pode servir para quem tem o mesmo problema que eu: pense no pé, e não na perna, subindo. Quando você se guia pelo dedinho do pé, a perna automaticamente sobe – e ainda mais graciosa!

Não esqueça dos seus braços! Alongue o da frente – e mantenha os olhos além dos dedos, porque encarar o chão desequilibra e é muuuito feio! – e, principalmente, o de trás. Se o braço de trás ficar “morto”, ele te derruba. Se ficar muito alto, você não consegue descer o tronco. Tente alongar levemente para a diagonal, para estabilizar.

“Mas minha perna não sobe! E agora?”. Calma! Num próximo post vamos dar dicas de como alongar e manter a perna atrás sustentada! 🙂