Mônica Nascimento: Me orgulho de estar há 24 anos no BTCA

Que abril é mês da dança isso já não é novidade, certo? Além de ser um mês cheios de atrações, também é o mês em que o Balé Teatro Castro Alves completa 35 anos! Além do post já dedicado a esse marco (que você confere aqui), o OITO TEMPOS conversou com Mônica Nascimento, bailarina cuja história na dança está entrelaçada à da companhia. Seu relato, com certeza, vale esse post à parte:

“A ideia de comemorar os 35 anos do BTCA, inicialmente, foi um grande desafio para mim. Não tinha certeza se esse seria um momento de comemoração. Sem orçamento desde 2015, passamos por dificuldades para realizar projetos artísticos, dançar para população… enfim, desempenhar nossa função como Companhia Oficial de Dança do Estado da Bahia.

Minha motivação foi crescendo com o (re)encontro com o coreógrafo Luis Arrieta, um mestre que transpira arte, devoção e amor à dança, inteireza! Lembranças incríveis de tempos idos, crescimento! E, também uma oportunidade de nessa linda e emocionante festa informar aos nossos amigos e à população como o BTCA se encontra nos dias de hoje.

Tenho orgulho do empenho do nosso diretor atual, ex-bailarino do BTCA, Antrifo Sanches, para realizar esse ‘niver’! Também tenho orgulho de como demostramos o amor por essa companhia e sua história. Tenho orgulho de estar há 24 anos no BTCA e, perceber a vital importância dela na minha vida profissional e pessoal (será que tem diferença?). Meu primeiro filho se chama Guilherme e sei que esse nome surgiu por inspiração de um coreógrafo que foi relevante para minha formação, Guilherme Botelho!

Que o Balé Teatro Castro Alves continue sendo um importante propagador da arte por muitos e muitos anos!”

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Mônica Nascimento e seu sorriso inseparável! (Fotos: Arquivo pessoal)

Não poderíamos dizer melhor, Mônica! Arrasou no depoimento da mesma forma que você arrasa nos palcos 🙂

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Sara Mearns: Por quê amo o ballet

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Sara Mearns em ensaio ao site The Every Girl. Foto: Erin Kestenbaum

Uma das bailarinas mais expressivas e vibrantes de sua geração, a americana Sara Mearns, que é principal do New York City Ballet, listou suas razões para amar o ballet clássico — e nós reproduzimos aqui*!

1. Você descobre algo novo sobre si mesmo todo dia. Seja bom ou ruim, uma força ou uma fraqueza, algo físico ou emocional, você vai acabar ficando mais forte.

2. Você fica extremamente em forma!

3. Quando você está no palco, pode criar um mundo de fantasia só seu.

4. Você pode brilhar e cintilar da cabeça aos pés — dos adereços do cabelo à maquiagem, fantasia e sapatilhas.

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Sara Mearns em Dances at a Gathering. Foto: Paul Kolnik

5. O ballet me fez perceber que você não pode ser perfeito. Perfeição não existe, e por que você ia querer? Perfeição é chata e não deixa espaço para crescimento ou busca por lugares mais altos.

6. Como uma bailarina, você pode dançar com as mais lindas e incríveis músicas —do tipo que deixa você com frio na barriga.

8. You get to meet interesting people from all around the world. These people are creating something brand-new—and they could be creating it on you.7. Criar uma parceria com alguém e um dos mais sagrados e pessoais aspectos de ser um bailarino. Você entende o que ‘confiança’ realmente significa.

9. Você pode viajar o mundo e se apresentar em lugares maravilhosos, desde is teatros mais antigos da França até os palcos ao ar livre em ruínas da Itália.

10. A razão mais importante pela qual eu amo o ballet é a oportunidade que eu tenho em ser uma mentora positiva para a geração mais nova. Eu consigo inspirar dançarinos jovens a seguir suas paixões e permitir que a arte da dança continue.

 

Quer saber mais sobre Sara Mearns? Visite o site oficial dela clicando aqui 🙂

*A postagem original dessa lista foi na revista americana Dance Spirit