Um presente agregador!

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Grupo Experimental de Jazz em cena (Foto: Arquivo pessoal)

A gente já tinha conversado aqui com o diretor do Grupo Experimental de Jazz, Victor Hugo, sobre as dificuldades de se manter uma companhia de dança no Brasil. E são muitas: desde o público, que não enxerga uma atividade cultural como lazer, ao custo enorme de organizar apresentações sem qualquer tipo de patrocínio.

Pois bem: nesta semana foi o aniversário dele (parabéns!!!), e, como todo aniversariante, Victor Hugo pediu um presentinho. Só que em vez de roupas, acessórios ou um jantarzinho à luz de velas, o presente que ele pediu não foi só pra ele. Foi um pedido de ajuda para custear o novo espetáculo do grupo.

Ficamos muito tocados com essa iniciativa, e resolvemos divulgar a mensagem que ele mandou aos amigos do Facebook. Esperamos que Victor Hugo receba MUITOS presentes, e que ele continue a nos presentear com a dança 🙂

“Pois é, como o Facebook cumpre muito bem o papel de avisar datas de aniversário, todos os meus amigos do Face sabem que o meu está chegando. Esse ano eu não quero presentes específicos, quero pedir aos meus amigos, ou às pessoas que admiram meu trabalho, ou às que simplesmente acreditam na arte para ajudar na arrecadação de verba para a produção do novo espetáculo do Grupo Experimental de Jazz. Então peço a todos como forma de presente que doem o que puderem!”

O link para a Vakinha está aqui, e quem quiser saber um pouquinho mais da companhia dele pode assistir aqui:

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Junior Oliveira: “Em 10 anos de Workdance aprendi a lidar com o outro”

Professor de ballet clássico e jazz, Junior Oliveira comanda, há dez anos, o projeto Workdance, que tem como propósito levar a dança para o interior da Bahia. Hoje, o programa já é consagrado em 14 cidades, e em sete* delas, a ação atual possui apoio financeiro da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult) através do edital Setorial da Dança. Mesmo assim, Junior garante que vai continuar levando o Workdance Bahia afora mesmo com recursos próprios, como vinha fazendo antes. De novidade para 2016 temos a reedição do Workdance Competition, modalidade competitiva que estreou ano passado, e um curso de preparação para professores de dança nas cidades do interior, que ainda vai começar.

De onde veio o ‘estalo’ para você criar um projeto de dança pelo interior da Bahia?

Junior: Partiu da necessidade da inclusão da dança no interior da Bahia, e da necessidade de me formar melhor como professor. Um bom bailarino pode não ser um bom professor, ou coreógrafo, e vice-versa. Eu acho que o estudo e a pedagogia fazem a diferença, e percebi mais ainda quando entrei na Faculdade de Dança da Universidade Federal da Bahia. Eu quis explorar mais esse lado teórico, mesmo já dando aulas em escolas de ballet há muitos anos. Daí, em 2006, eu resolvi colocar a teoria em prática nas cidades do interior do estado, começando por Senhor do Bonfim, porque lá a arte chega com alguma dificuldade.

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Aula de ballet clássico (Foto: Workdance / Divulgação)

O que aconteceu nesses 10 anos?

Junior: Nesses 10 anos de projeto aprendi a lidar com outro, com a leitura que o outro tem do projeto e da sua imagem. Por causa disso eu inclusive mudei minha forma de me vestir, de me apresentar aos pais no final do projeto, sabia? Algumas pessoas ainda vêem uma forma mais informal de vestimenta com desleixo, especialmente no interior. Então me adaptei a essa realidade. O projeto é voltado para o interior do estado, com a cultura e arte. atendemos a 14 cidades e nesse ano vamos atender a mais duas capitais. Hoje já temos até outros projetos nas cidades que não apenas culturas. Em algumas cidades ficamos uma semana, em outras ficamos 12 dias… Depende da disponibilidade.

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O professor Junior Oliveira (Foto: Acervo pessoal)

E como é a apresentação aos pais?

Junior: Nos finais das oficinas sempre realizamos uma mostra, uma apresentação de dança aos pais. Às vezes até os prefeitos das cidades comparecem. Tem algo curioso: os professores premiam os alunos que mais se destacam na oficina. Mas essa premiação não tem caráter competitivo, é apenas para fazer com que os alunos se superem e busquem aprimorar o desempenho. Normalmente esse prêmio é um artigo de dança, como sapatilhas. Mas mesmo sendo algo pequeno, os alunos ficam enlouquecidos!

 

Qual é a sua proposta com o Workdance?

Junior: Eu venho do ballet clássico, e uma das coisas que proponho é a gente ver até onde podemos chegar na dança com os nossos corpos. Além disso, gosto de discutir e desconstruir o papel do gênero no ballet. E até mesmo os contos de fadas, né, que é tudo mentira. Não é só o homem que precisa ser a força na dança, por exemplo. E não é só a mulher que pode ser delicada.

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Apresentação pós-oficina (Foto: Workdance / Divulgação)

Você já percebeu algum aluno ou aluna que poderia ter futuro na dança?

Junior: Sim, e estamos com projetos para lançar esses alunos e alunas. Em 2015 tivemos a primeira edição do Workdance Competition, esse sim um projeto de competição. Nele, contemplamos quatro bailarinos do interior para ficarem aqui em Salvador com tudo pago no mês de janeiro. Eles fizeram cursos, foram a apresentações… Fizeram teste para a escola de Dança da Funceb, também. Os cinco alunos que fizeram – um outro menino veio só para fazer o teste – passaram, mas hoje só dois estão cursando. As meninas voltaram para o interior porque passaram no vestibular. São coisas da vida que acontecem, as pessoas mudam de ideia, percebem que dançar não é bem o que elas querem… Enfim. Meu papel é levar a dança para quem não conhecia, e abrir portas para as pessoas.

 

Veja mais fotos:

*As cidades que contam com o aporte financeiro do Governo do Estado da Bahia no edital de 2014 são Senhor do Bonfim, Santo Amaro, Itabuna, Valença, Jacobina, Miguel Calmon e Alagoinhas.

 

Victor Hugo: “Quero ajudar a popularizar a dança na Bahia”

Diretor do Grupo Experimental de Jazz, Victor Hugo Paiva – ou apenas Victor Hugo, como ele prefere ser chamado – se viu numa encruzilhada quando se viu sem o apoio financeiro do edital Agitação Cultural, da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult). Assim como sua companhia, vários outros artistas que passaram no edital tiveram suspensos os repasses por conta da crise financeira.

Determinado a comemorar os cinco anos do grupo, Victor Hugo resolveu assumir os custos do espetáculo e produzi-lo do jeito que tinha imaginado – ou o mais próximo disso. Em nossa conversa, ele conta que problemas como esse são comuns, e que tanto o empresariado baiano quanto o governo falham na hora de incentivar artistas.

Mesmo assim, Victor Hugo espera conseguir mudar um pouquinho esse cenário, e popularizar a dança na Bahia até que ela faça parte do calendário das pessoas. Seu espetáculo, “A Última Ceia”, que será apresentado no Teatro Isba no dia 21 de janeiro, será o primeiro passo nesse sentido.

Sua companhia chegou a passar num edital- que depois retirou o apoio financeiro por conta da crise. No que isso alterou seus planos?

Isso nos impactou de uma forma muito forte. Eu tive que assumir praticamente 100% tudo financeiramente, quando eu contava com um apoio. Então, fica complicado. Mas quis manter tudo que tinha planejado, na medida do possível. E resolvi trazer o Owen (Lonzar, coreógrafo sul-africano). Trazer alguém de fora é ampliar o conhecimento. Eu já tinha visto shows dele e achei as produções bem diferente. Conheci o trabalho dele na Turquia, quando ele fazia shows em hotéis. Na época, percebi que ele fazia algo extra de entretenimento e o convidei para ver meu grupo.

E como foi essa troca de experiências?

Existem informações novas: ele pensa de uma forma diferentes e tem uma organização diferente. Houve um choque entre elenco e professor. Ele não tolera atraso. A gente tem esse negócio de chegar dez ou quinze minutinhos atrasado que ainda ‘está na hora’. Com ele, não. Na cabeça dele tá tudo organizado, mesmo que a gente não entenda. Na questão coreográfica não tem nada muito diferente do que a gente faz, do movimento. Mas é um cuidado diferente, não é o que se faz, mas a forma com que se faz.

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Filipe Monteverde e Victor Hugo (centro) com  o corpo de baile do Grupo Experimental de Jazz (Foto: Arquivo pessoal)

Por que você resolveu, agora, fazer um trabalho maior?

Meu grupo está fazendo cinco anos, por isso eu quis fazer algo diferente e movimentar a cidade, que está parada – culturalmente falando. Eu tenho um TOC de datas, quase, e gosto muito de comemoração. São pessoas que estão comigo há um tempo. Tenho medo de estagnar e fazer sempre a mesma coisa, porque isso é o que me motiva, para vivenciar outras coisas. Faço muitos cursos, participo de congresso de dança. Mas não são todos do grupo que vivem de dança, até para que eles se permitam continuar no grupo. Sei que não são todos que têm as mesmas oportunidades que eu de estar tão imerso no meio da dança. Ao mesmo tempo que trago esse coreógrafo pra mim trago pra eles também.

O que te fez escolher a dança para viver?

Me divirto muito dançando, dançava para extravasar. Quando escolhi dança como profissão, escolhi para me comunicar. Falo muito na sala de aula, nos ensaios, porque não me sinto sempre compreendido. Isso acontece mais com a dança. Quando crio uma coreografia de cinco, dez minutos, consigo ouvir dos que assistiram que se emocionaram, que se divertiram. Isso que me motiva na dança.

Existem empecilhos para trabalhar com dança na Bahia?

Ouço muita gente dizer que somos atrasados aqui na Bahia. Mas o que falta mesmo é uma postura profissional, não é atraso de técnica. A gente tolera muitos atrasos, muitos problemas. A gente tem que colocar mais verdade, mais compromisso. E isso não está relacionado a poder aquisitivo ou status. Tem muita gente em companhia que não vive de dança, e muitas vezes são essas as que se empenham mais. Se tem atraso aqui na Bahia é porque as pessoas querem separar tudo. Se eu faço jazz, meu trabalho é menor do que meu colega que faz contemporâneo. O pessoal que faz afro não passa em edital porque é afro, as pessoas têm preconceito. A gente entende a dança como estilo, e deve passar a entender como movimento. Se eu escolhi o jazz é porque eu me sinto mais confortável dançando e criando assim, não quer dizer que eu não faça outras coisas.

E na parte operacional da coisa, o que dificulta mais?

Existem empecilhos, como conseguir um teatro, apoio financeiro. Minha companhia passou duas vezes em edital, inclusive me disseram que foi o primeiro grupo de jazz a conseguir isso. Tem gente que diz que não dá pra viver de edital pra não ficar dependendo. Esse ano mesmo não teve, como é que faz? Como funciona o apoio? Tem gente que tem sorte de conhecer pessoas. O diretor de uma empresa que dá mil reais, que seja, já ajuda muito.

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Apresentação do Grupo Experimental de Jazz (Foto: Arquicvo Pessoal)

Como é o público de dança?

Nosso público não lota teatro. Temos um problema em Salvador, porque as pessoas não saem de casa para ir ao teatro. A gente não pode contar com o público de teatro. Nossos ingressos são vendidos entre familiares e amigos da dança. Quem assiste dança em Salvador é quem pratica dança. Hoje em dia temos as redes sociais, e é por lá que a gente divulga muito, porque não temos muito espaço na mídia. Além disso, as pessoas não têm o costume de abrir o jornal pra procurar uma apresentação de dança pra assistir. A gente compete com cinema, com show de Pablo… Às vezes as pessoas perguntam ‘quanto é’ e a gente fala o preço, R$ 30 reais. As pessoas não pagam R$ 30 numa apresentação de dança, mas gastam mais que R$ 50 numa sentada de bar num domingo. A gente quer popularizar a dança na Bahia. Quero arriscar, to lançando um canal do Youtube para disseminar a dança aqui. Amo cinema, adoro uma sala cheia. Adoraria ver isso com o teatro também.

 O que: “A Última Ceia”, coreografia de Owen Lonzar. Os ingressos custam R$ 30 e podem ser conseguidos através dos bailarinos

Onde: Teatro Isba, Ondina, Salvador (BA)

Quando: Dia 21 de janeiro. Sessões às 19h e 20h30

Filipe Monteverde: “Eu sempre tive esse lado dramático em mim”

Foto: Júlia Lima

Logo que chego, já vejo a movimentação expressiva, forte e marcada característica da companhia. O ensaio já acontece a todo vapor e bailarinos em vigor dão tudo de si na carga emocional e feroz que “Instinto” demanda. Eu, que fui integrante da companhia por cinco anos, toda vez que assisto sinto uma vontade avassaladora de estar junto e dançando, partilhando desse momento tão gostoso. Por hora fico apenas como espectador observando. Por enquanto… (risos)

Lipe, como sempre, muito focado na correção de intenção de movimento que os bailarinos devem passar para o público, isso para ele é essencial. Quase que uma marca registrada. Corre tudo muito bem durante os ensaios e o elenco vai refinando cada vez mais os movimentos, para que tudo esteja perfeito para a estreia, dia 15 de dezembro (aliás, estarei lá assistindo rs).

Graduado em Dança pela Universidade Federal da Bahia, Filipe Monteverde também é bailarino, professor, coreógrafo e diretor da Kátharsis companhia de Dança, já ganhou por três vezes o primeiro lugar no concurso Ballace, na categoria Livre Avançado. Agora, ele conta para OITO TEMPOS sobre esse momento especial para ele e seu elenco, e o que esperar do futuro da cia.

Foto: Divulgação
Kátharsis em movimento

Como surgiu a Kátharsis?

Surgiu a partir de um laboratório de corpo e criação, durante o curso de dança da UFBA. Em um trabalho de pesquisa de movimento, surgiu meu primeiro trabalho chamado “Musevi” (judeu em turco), no qual eu trouxe essa relação dos judeus dentro do campo de concentração, desde a câmara de gás, os corpos nas valas e etc. A partir daí o trabalho tomou força e eu tive a ideia de criar um grupo para levar para concurso, mostras de dança, e a companhia surge a partir disso. O nome Kátharsis foi dado por um amigo. Pedi para ele relacionar uma foto minha desse trabalho junto a minha movimentação, o que ele via naquilo. O nome combinou perfeitamente com minha proposta dentro do Contemporany Jazz, a questão do sentimento, que não deixa de ser jazz, mas possui essa carga emocional, visceral, o que vem de dentro para fora, totalmente explícita nas coisas que eu faço.

De onde vem a inspiração para essas coreografias tão fortes que você cria, que causa impacto e reações variadas em quem assiste?

Minha inspiração parte de sensações, tudo o que a gente vê, o que a gente passa, vivências pessoais, com amigos. Eu sempre tive esse lado dramático em mim e eu relaciono muito minhas criações a linguagem cinematográfica. Acredito que o cinema tem um poder muito grande de sensações que provoca no espectador. A dança, claro, tem sensações, mas ela pode ser aprofundada. Quando penso em dança, vem primeiramente esse sentimento que você quer imprimir de verdade na pessoa, em como meu trabalho passa de verdade para quem está assistindo. Acho isso muito forte quando nos propomos a fazer algo: acreditar no que você faz e assim passar para a plateia, e eu não tenho medo disso. Sempre arrisco o que eu quero, penso em temas polêmicos, dramáticos, porque eu tenho isso na veia. Justamente por serem temas extremamente fortes, eu preciso experimentar, passar isso para que os bailarinos reproduzam para quem assiste.

Você sente algum preconceito/resistência das pessoas que vem seu trabalho por ser um estilo diferente do que se está acostumado no nosso cenário de dança?

O que me proponho a fazer juntamente com a companhia foi super positivo no retorno, justamente por haver uma verdade muito grande no que faço. Mesmo não agradando a todos, há uma verdade impressa para quem vê e isso volta de uma forma positiva. Acredito que tem sim um preconceito contra o jazz, por ser visto a partir de outras linguagens, associado a algo cafona, antiprofissional, o que não é verdade. O jazz tem uma carga muito forte, seu valor, sua história desde o surgimento com os negros norte americanos até hoje, na polissemia de movimento. Ele agrega e contribui muito. Acho que se ele não existisse, haveria um grande problema no universo da dança.

Durante cinco anos fui integrante da companhia e sempre acompanhei essa rotatividade do elenco ao longo dos anos. Como você encara essas mudanças?

Por ser um grupo muito grande tem essa rotatividade mesmo. Eu, por não fazer audições, sempre convido os bailarinos, tem sempre essa troca. Trabalhar com elenco grande, para mim, é sempre muito bom. Mesmo saindo um, o carinho sempre está por aqui, junto, acolhedor, sempre temos essa troca. Gosto muito de estar recebendo quem sai e volta. A Kátharsis é isso, claro que sempre de uma forma boa. Todos os que passam por aqui são muito queridos!

Primeiro espetáculo como companhia independente. Como está sendo essa preparação?

Tá uma maluquice né (risos), mas tá rolando. Os bailarinos ajudam muito, a equipe externa é muito boa, desde a cenografia até o figurino são pessoas que estão ajudando muito. Temos todo esse apoio de parcerias, escolas amigas que forneceram desde o linóleo até o espaço para ensaiarmos. É uma sensação muito boa pois sempre fiz trabalhos pequenos e tá sendo uma maravilha fazer um longa, uma sensação incrível. Esse ano conseguimos fazer isso, eu tô muito feliz e espero que o resultado seja maravilhoso, para os bailarinos e para quem assiste.

Seu espetáculo “Instinto” estreia dia 15 de dezembro no teatro ISBA. Conta pra gente a concepção dele e o que o público deve esperar no dia.

É uma mistura de sentimentos, relacionado a filmes e outras coisas. Me inspirei livremente na trilogia “Planeta dos Macacos”, o último filme justamente fala dessa questão humano/animal. Também porque meu gato morreu e resolvi homenageá-lo colocando como um dos personagens. É um espetáculo que envolve desde o início ao final o espectador, por muitas coisas. Ele não é linear, trabalha muito as sensações, tem nuances, fortes, leves, volta para o forte. Ele frisa a questão de o instinto não ser somente selvagem, como as pessoas pensam. Ele tem uma carga suave, maternal muito grande dentro dele, brinca com as nuances da palavra em si. Por tratar de uma narrativa deixa mais forte a ligação ao tema. Acredito que vai emocionar muito e espero que todos gostem. Convido todos a assistirem dia 15! Vão se arrepender se vocês não forem!

Foto: Júlia Lima
Ensaio de Instinto. Foto: Júlia Lima

O que podemos esperar da Kátharsis após esse momento pós-Instinto?

Espero uma grande turnê, que possamos viajar e propagar essa ideia para muita gente, não só aqui mas no Brasil, no mundo. Tenho essa vontade muito grande de vivenciar editais, viajar com os bailarinos e proporcionar um nível mais elevado tanto para Salvador no cenário da dança quanto para a companhia.

Algum último recado para os leitores do OITO TEMPOS?

Espero que a partir dessa matéria, que eles acompanhem muito mais o blog, que possam compartilhar o que acontece porque… é cultura! É uma forma maior e melhor de informação. Acho muito bom vocês terem tido essa iniciativa para ampliar mais esse horizonte e as pessoas acompanharem o que acontece sobre dança na cidade. Agradeço de poder ter esse momento, mostrando meu espetáculo e a companhia dentro do espaço do blog. E que a partir disso, as pessoas acompanhem o blog, que com certeza tem um bom gosto maravilhoso! ❤

 

OBS: A foto de abertura também é da Júlia Lima!