Sustente suas pernas

Você tem bom alongamento mas não consegue sustentar a perna no adagio? Levanta bem, mas na hora de mantê-la paradinha no développé ela mal passa dos 90º? Ou então até consegue sustentar, mas super en dedans? Tudo isso é bem comum, mas tem jeito! A gente dá umas dicas para você deixar seu adagio nos trinques e ficar com a perna alta.

A primeira coisa que você tem que pensar é que, para quem está dançando, o foco para sustentação de perna no adagio não é na que sobe, mas na de base. A perna de base tem que estar MUITO sólida, e todo o peso do corpo tem que estar bem colocado nela – senão nem adianta levantar a perna de trabalho.

A força não pode estar na perna que sobe, senão ela pesa. Especialmente na frente e ao lado, a força que vai ajudar a manter a perna alta vem do abdômen. Com o core bem trabalhado, fica mais fácil sustentar a perna na altura que você quer e ainda dá liberdade para movimentação, como um fouetté ou um grand rond de jambe no centro.

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Natalia Osipova e nosso développé sonho de consumo! (Foto: Reprodução / Royal Ballet)

Outra coisa que funciona muito para mim: pensar no dedinho do pé esticado. Se a gente pensar em subir a perna, concentra a força nos músculos dianteiros da coxa – e o que acontece? Ela pesa! A perna fica mais leve com os pés bem esticados, e fica mais fácil de levantá-la e mantê-la na posição.

Se seu problema é manter o en dehors na segunda posição, uma dica é fechar a  amplitude um pouco. Pode ser que você esteja levando a perna muito ao lado, o que dificulta manter o en dehors. Leve um pouquinho para frente (só um pouquinho!) e veja se melhora o turnout e, também, a sustentação de perna.

Abaixo dois vídeos bacanas: um para fortalecer o core e facilitar deixar a perna alta e sua manutenção no alto, e outro explicando a teoria anatômica do adagio (esse é com a maravilhosa Kathryn Morgan!). Apesar dos dois serem em inglês, tem muita demonstração!

Exercícios para sustentar a perna mais alto:

Anatomia do adagio:

Gostou dessas dicas? Veja mais na nossa seção Para o Corpo!

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Uma ajudinha para girar

Se você é que nem eu, não tem muita facilidade com giros. Então, qualquer ajuda é super bem-vinda, certo? Nesse vídeo da Kathryn Morgan (a gente avisou que vinha mais coisa dela por aqui!), o foco é fazer com que você encontre seu eixo e se mantenha nele até decidir tocar o chão com os dois pés. E quem não gosta de pirueta sabe o quanto isso é difícil.

Vamos lá: o vídeo é em inglês e não tem legendas (vamos ver o que podemos fazer em relação a isso no futuro), mas o básico que ela mostra é aquilo que a sua professora /seu professor fala: abdome contraído, rélevé forte e braços bem presos. E cabeça rápida. E passé alto… Mas calma que tem mais. A série de 1/4 de piruetas antes de começar a girar, de fato, ajuda MUITO no eixo. Agora, a dica mágica para mim é contar as piruetas de trás para frente. Em vez de um dois três, conte três dois um (ou dois um). Não sei se é só psicológico, mas que fez muita diferença para mim, isso fez.

Outra dica – essa é de Felipe! – que funcionou DEMAIS para mim é pensar em subir antes de girar e ‘furar’ o chão. Pode parecer maluquice, mas quando você pensa em colocar todo o peso de seu corpo no dedão, parece que o eixo vem com mais facilidade. Gostou? Tenta aí!

 

Exercícios para os pés

Alongar os pés com theraband é um dos exercícios propostos
Alongar os pés com theraband é um dos exercícios propostos

Uma das coisas mais importantes para quem dança é saber os exercícios certos de fortalecimento para cada parte do corpo, porque, com o impacto e as repetições de movimento, lesionar é muito fácil. Para quem já usa ponta, então, tem que ter cuidado redobrado, especialmente com os pés e tornozelos.

Esse vídeo abaixo, da bailarina do New York City Ballet Kathryn Morgan, tem dicas preciosas de como fortalecer pés e tornozelos. Os movimentos são simples – mas puxados! – e para fazê-los você precisa de: uma bolinha, um bosu e uma theraband (que você encontra em qualquer loja de artigos esportivos) e, se já fizer ponta, sua sapatilha. Senão, basta ficar na primeira parte dos exercícios.

Eu incorporei esses exercícios na minha rotina – faço, pelo menos, duas vezes por semana – e o resultado é visível. Não tenho um bosu em casa, e não é sempre que fico motivada para fazer até o final, com a ponta. Então fico mais na parte inicial, da bolinha e da theraband – uso a preta, que tem maior resistência. Mesmo com essa versão ‘pocket’, sinto muito mais estabilidade quando subo na meia ponta, principalmente em relação ao tornozelo, que não ‘sacode’ tanto quando fico em equilíbrio. O mesmo vale para a ponta, especialmente nos relevés.

A Kathryn Morgan tem vários vídeos de alongamentos, exercícios e dicas de técnica para quem dança. Todos os vídeos são em inglês, mas como ela mostra tudo enquanto fala, dá para entender mesmo se você não for fluente na língua. Vale a pena conferir seu perfil no YouTube, @Tutugirlkem. Com certeza vamos colocar mais coisas dela por aqui! 🙂