Vamos girar (mais)?

A gente já deu algumas dicas de giros aqui, mas como o processo realmente é complexo e algumas fórmulas não se adaptam tão bem a uns como a outros, voltamos ao tema com mais técnicas pra você testar na sala.

Se o seu problema é a pirueta de quarta (en dehors ou en dedans), tente reeditar nossa dica de pensar em subir no rélevé passé antes de girar e complete com: deixe seu braço da preparação te levar, como se ele fosse seu impulso. Pode parecer maluquice, mas volta e meia a gente esquece do danado – e é justamente ele que acaba derrubando o giro. Pense assim: vou subir no passé e fechar o braço, e o resto se resolve com a ‘bateção’ de cabeça.

Chaînés (ou chaînés déboulés, que significa algo como ‘giros espiralados em cadeia’): mantenha os calcanhares beeeeem juntinhos, sempre. Mesmo com a formação em Royal Academy, que ensina essa técnica com os braços sempre em primeira fechada, eu prefiro começar com eles mais abertos e ir fechando à medida que avanço na diagonal (como na foto abaixo). E isso tem uma explicação física: quando você fecha os braços, você gira de forma mais rápida, o que funciona muuuito bem para chaînés! Falando em física, você já viu nossas dicas de fouetté?

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A bailarina  Lauren Wolfram demonstra o passo a passo dos chaînés! Foto: Erin Baiano

Outra dica preciosa para qualquer giro é: jogue seu corpo levemente para frente, especialmente se você estiver na ponta. Quando subimos nas pontas, o natural é que a gente jogue as costas para trás um pouquinho, até se adaptar – e isso acontece nos giros, também. Experimente levar o tronco um pouco para frente, travar as costas e fechar bem as costelas na hora de girar. Até porque prevenir uma queda de frente é bem mais fácil do que de costas, certo?

 

 

 

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Uma ajudinha para girar

Se você é que nem eu, não tem muita facilidade com giros. Então, qualquer ajuda é super bem-vinda, certo? Nesse vídeo da Kathryn Morgan (a gente avisou que vinha mais coisa dela por aqui!), o foco é fazer com que você encontre seu eixo e se mantenha nele até decidir tocar o chão com os dois pés. E quem não gosta de pirueta sabe o quanto isso é difícil.

Vamos lá: o vídeo é em inglês e não tem legendas (vamos ver o que podemos fazer em relação a isso no futuro), mas o básico que ela mostra é aquilo que a sua professora /seu professor fala: abdome contraído, rélevé forte e braços bem presos. E cabeça rápida. E passé alto… Mas calma que tem mais. A série de 1/4 de piruetas antes de começar a girar, de fato, ajuda MUITO no eixo. Agora, a dica mágica para mim é contar as piruetas de trás para frente. Em vez de um dois três, conte três dois um (ou dois um). Não sei se é só psicológico, mas que fez muita diferença para mim, isso fez.

Outra dica – essa é de Felipe! – que funcionou DEMAIS para mim é pensar em subir antes de girar e ‘furar’ o chão. Pode parecer maluquice, mas quando você pensa em colocar todo o peso de seu corpo no dedão, parece que o eixo vem com mais facilidade. Gostou? Tenta aí!