Vídeo da semana #18!!!

Acabei pegando gosto de fazer #videodasemana sobre produções que ainda não estrearam. O da semana passada foi She Said, do English National Ballet (que já estreou e está sendo sucesso de crítica!), e, agora, é a versão de O Lago dos Cisnes de David Dawson, do Scottish Ballet. Ok, diferentemente de She Said, essa versão não é inédita (já comentamos um ensaio no World Ballet Day), mas ainda é pouco conhecida e, de quebra, vai se reapresentada na Escócia nos próximos dias.

No vídeo temos o coreógrafo, David Dawson, explicando que sua ideia inicial foi de imprimir mais ‘realismo’ nos personagens. Odette, por exemplo, não é apenas uma princesinha delicada e sofrida: na versão de Dawson, ela é uma mulher forte, ainda que delicada, e que decide pelo seu destino.

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Odette é uma mulher forte e decidida no ballet (Foto: Reprodução)

Odile é mais ardilosa: não é apenas malvada como no ballet tradicional, e pelos movimentos da coreografia dá para perceber que ela é mais ‘escorregadia’, também. Ela e o príncipe quase não se tocam. Segundo o próprio coreógrafo, a história é sobre duas mulheres tentando ganhar o coração de Sigfried – que já está nas mãos de Odette.

Os cisnes são a personificação dos sentimentos de Odette: se ela sente dor, eles também sentem, se elas se sente apaixonada, eles representam isso da mesma forma. De acordo com Dawson, a ideia é que todas as bailarinas do corpo de baile se sintam Odettes.

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Dawson e os cisnes, a personificação dos sentimentos de Odette (Foto: Reprodução)

Sobre o ballet: não dá pra ver muita coisa, mas dá pra ter uma ideia do ritmo do ballet. É muito mais fluido, mais rápido e menos posado do que o tradicional. Tanto é que foi bem difícil conseguir tirar frames para colocar como fotos aqui!

Vamos a ele, então?

 

 

Quer ver mais #videodasemana: Olha nosso arquivo aqui!

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Vídeo da semana #13!!

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Mathilde e Lola ensaiando detalhes dos movimentos (Foto: Reprodução)

Hoje nosso #videodasemana é um pouquinho diferente: em vez de uma produção de dança, escolhemos mostrar uma bailarina “entrando” no personagem. E não é qualquer bailarina e nem qualquer personagem: falamos de Mathilde Froustey, principal do San Francisco Ballet, que encara Odette/Odile pela primeira vez!

Primeira coisa que temos a dizer: amamos esse sotaque francês dela! Dá vontade de apertaras bochechas toda vez que ela carrega um pouquinho mais. Vale ressaltar que sim, ela é francesa, e formada pelo Ballet Opéra de Paris.

Uma das coisas principais que Mathilde ressalta é que ela sentiu muita dificuldade com os braços, justamente por serem a marca registrada do ballet. São movimentos que exigem muito contorcionismo e que não são utilizados em outros repertórios. O vídeo é todo em inglês, então, se você não fala/entende muito bem, selecionamos algumas partes para traduzir.

“Dançar Odette/Odile é um passo grande. É minha primeira vez dançando O Lago dos Cisnes, então é muita pressão. Quando a gente começa a dançar ballet quando pequena, a maior referência que você tem é d’O Lago, por causa da música, dos tutus, dos braços, é a primeira coisa que você pensa. Acho que tive um ou dois dias de pânico!”, confessou a bailarina.

A maitresse que treina a Mathilde se chama Lola De Avila. Para ela, que já passou esse repertório muitas vezes para vários dançarinos, esse é um momento especial, já que Mathilde nunca dançou O Lago dos Cisnes e vem sem “vícios”.

“O que eu gosto mais é o que estou fazendo agora, que é ensinar quem nunca dançou. Quando você faz esse trabalho, é algo muito emocional, porque você tem que mostrar o bom e o mau nos dois personagens”, explicou Lola.

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Olhar matador de Mathilde como Odile! (Foto: reprodução)

Para finalizar, Mathilde diz como faz para diferenciar uma personagem da outra. “Com Odette eu procuro fazer os movimentos mais longilíneos, mais demorados, e com Odile é totalmente o oposto. Ela pula muito, faz muitas piruetas. Você pode interpretar esse ballet como quiser! Pode usar o cisne como metáfora para uma mulher ou tentar representar mais o pássaro”, finalizou.

 

Vamos ao vídeo!

 

Confira nosso arquivo!

Vídeo da semana #12

Vídeo da semana #11

Vídeo da semana #10

Vídeo da semana #09

Vídeo da semana #08

Vídeo da semana #07

Vídeo da semana #06

Vídeo da semana #05

Vídeo da semana #04

Vídeo da semana #03

Vídeo da semana #02

Vídeo da semana #01

Vídeo da semana #10!!

Olá queridos leitores!! Mais uma sexta-feira e com ela mais um #videodasemana, esse que foi sugerido pelas nossas leitoras fiéis, Mariana Zollinger e Isolda Lisboa (essa que é, por acaso, mãe da Juliana, minha parceira!).

Semana passada trouxemos aqui uma mistura de pole dance e ballet, lindamente interpretado pela bailarina Elena Gibson ao som da partitura de A morte do Cisne. Hoje, traremos a vocês uma leitura mais clássica dela.

A bailarina que interpreta o cisne nesse vídeo é nada mais nada menos que a Maya Plisetskaya, considerada uma das maiores bailarinas do século XX, juntamente com a Alicia Alonso e Margot Fonteyn. A Morte do Cisne é, provavelmente a interpretação pela qual ela é mais lembrada. A música é extremamente triste, e a coreografia mostra um cisne se debatendo até a morte. Plisetskaya faz uma linda interpretação com sentimento e graça que somente uma bailarina de seu top poderia fazer. Talvez algumas pessoas percebam que os balances não sejam tão sustentados como costumamos ver em interpretações clássicas atuais, ou percebam que em alguns momentos os courus na ponta estão paralelos. Nesse caso, analisemos que o ano é 1975, e algumas das características desenvolvidas e praticadas pelo ballet atual não existiam naquela época, onde havia uma valorização do artístico, e não do “acrobático”, como vemos nos tempos de hoje. Plisetskaya faleceu no dia 02 de maio, e deixou para nós um legado em dança que ficará para sempre! Vamos ao vídeo:

 

Vem dar uma conferida no nosso acervo de vídeos anteriores:

Vídeo da semana #09

Vídeo da semana #08

Vídeo da semana #07

Vídeo da semana #06

Vídeo da semana #05

Vídeo da semana #04

Vídeo da semana #03

Vídeo da semana #02

Vídeo da semana #01

Vídeo da semana #09!!

Olá pessoal, tudo bem? Toda sexta-feira é certo para vocês o nosso #videodasemana, e a gente quer que vocês sugiram para nós os vídeos de dança que mais gostam. Sugiram sem moderação, hehe!!!

Esse de hoje surgiu de uma garimpada minha mesmo pela internet, e vai trazer para vocês uma mistura que até esse post eu não acreditava ser possível: pole dance e ballet (isso mesmo, você não leu errado!). Temos a bailarina Elena Gibson (ela que é formada pelo National Ballet of Canada, de quem já falamos aqui) interpretando a famosa coreografia de A morte do Cisne no mastro específico da prática do pole dance. Apesar de exigir muita força muscular de braços e pernas, a bailarina dá conta do recado, mostrando que tudo pode ser leve e etéreo quando se trata de misturar essas duas artes até então distintas entre si. Leveza e beleza fazem parte dessa apresentação, em uma releitura fantástica dessa coreografia secular. Vamos a ela então! 🙂

 

Para ver nossos outros vídeos da semana:

Vídeo da semana #08

Vídeo da semana #07

Vídeo da semana #06

Vídeo da semana #05

Vídeo da semana #04

Vídeo da semana #03

Vídeo da semana #02

Vídeo da semana #01

Vídeo da semana #07!!

Olá, queridíssimos leitores!! Mais uma sexta-feira chega e com ela mais um vídeo da semana para VOCÊS! O vídeo de hoje foi postado pela nossa amada leitora Tatiana Schwartz, e graças a ela (obrigado, Tatiana!) vamos falar sobre, talvez uma das partes mais importantes dentro de um ballet de repertório: a mímica.

Fato é que, por ser voltado para um público mais entendido, as pessoas que assistem a um ballet de repertório muitas vezes não entendem “bulhufas” dos gestuais e mímicas que os bailarinos estão executando (às vezes entendem uma coisa ou outra, mas nem sempre tudo). Pensando nisso, o Royal Ballet, em seu canal no Youtube, postou um vídeo que serve como um guia iniciante para as mímicas.

A “aula” começa no encontro de Odette, Rainha dos Cisnes, com o Príncipe, no segundo ato de “O Lago dos Cisnes”. David Pickering é o professor que tem a tarefa de decodificar para a plateia do vídeo cada parte da mis-en-scéne. Os bailarinos que encenam esse momento são nada mais, nada menos que os queridos Thiago Soares e Marianela Nuñez, primeiros bailarinos do Royal Ballet, e os favoritos do pessoal aqui do blog, com certeza :-)!!!

Marianela ri ao 'interpretar' o bruxo (Foto: Reprodução / ROH)
Marianela ri ao ‘interpretar’ o bruxo (Foto: Reprodução / ROH)

Aqui temos uma explicação de cada gestual executado pelo bailarino para se fazer entender nas mímicas: as lágrimas, reverências, apontar para lugares, juras de amor. Tudo isso faz parte desse e de outros ballets já conhecidos. Marianela faz muito bem seu papel de anfitriã do público, sendo bem humorada a todo tempo em que ela mesma explica a cena. O vídeo ao final tem as legendas em inglês, para facilitar ainda mais a compreensão de quem assiste pela net. Posso dizer que é um vídeo muito educativo, esperamos que o Royal Ballet continue a investir em mais iniciativas assim. Então, vamos a ele:

 

Continuem a sugerir vídeos para nós!! Quer ver os nossos outros vídeos da semana? Clica aqui embaixo!

Vídeo da semana #06

Vídeo da semana #05

Vídeo da semana #04

Vídeo da semana #03

Vídeo da semana #02

Vídeo da semana #01

Lago dos Cisnes 3D

 

“Sensação de caleidoscópio” ou 3D? Foto: English National Ballet
“Sensação de caleidoscópio” ou 3D? Foto: English National Ballet

Eu estava insegura quando entrei no Royal Albert Hall para assistir “O Lago dos Cisnes” do English National Ballet. As promessas do programa (60 cisnes no palco em uma apresentação com “sensação de caleidoscópio”) me fizeram questionar se não seria muita coisa em uma produção só e deixaria a plateia sem saber para onde olhar. Eu estava errada.

A primeira coisa que chamou minha atenção foi que a orquestra e o ballet trocaram de lugar. O “palco” foi organizado na arena, que fica no ponto mais baixo do teatro, de forma que o público tinha uma visão “de cima” e não “de frente”. Os músicos foram colocados no tablado onde as apresentações normalmente acontecem, em vez de ficarem “escondidos” embaixo do palco. Essa pequena mudança de paradigma foi, para mim, gratificante e deu um toque especial à apresentação.

Visão geral:

Erina Takahashi como Odette
Erina Takahashi como Odette

A performance, em si, foi recheada de pequenas surpresas. Bailarinos apareciam da plateia e alguns artistas, como o bruxo Rothbart, surgiu do meio do palco entre brumas e efeitos de luz. Não é algo que você pode ver com facilidade em apresentações-padrão.

A auto-intitulada “sensação de caleidoscópio” não foi cansativa nem exagerada, como eu tinha esperado. O palco era muito grande e não tinha uma “frente”, sendo que o público estava espalhado ao redor dos bailarinos. Achei justo que cada um dos espectadores tivesse a chance de assistir os bailarinos dançando de frente para eles, mesmo que por um momento da coreografia.

A ideia de duplicar (ou até quadruplicar, no caso do pas de trois do primeiro ato) os solistas foi muito simpática e atenciosa em relação à plateia. A parte mais interessante e inteligente, ao meu ver, foi que a produção explorou a visão panorâmica e vista de cima, e usou isso ao seu favor, fazendo com que os bailarinos interagissem em vez de apenas executarem os passos.

O que tivemos no palco não foram apenas três ou quatro dançarinos fazendo a mesma coreografia, mas também trocando de lugar e posições. Essa ideia deu uma nova e belíssima perspectiva às coreografias tão conhecidas, como o famoso pas de quatre dos pequenos cisnes. Essa é outra coisa que não temos a chance de ver em produções normais.

Bailarinos:

Os braços longos e extremamente graciosos de Erina Takahashi fazem dela uma Odette/Odile dos sonhos. Ela representou muito bem as duas personagens, em especial a frágil e sofrida Odette. Odile foi um desafio para as pernas compridas da bailarina, com passos mais rápidos e um equilíbrio em arabesque bem difícil, mas Erina se transformou em um cisne negro manipulador e até malvado, talvez não tão sedutor quanto o de Tamara Rojo ou técnico como o de Daria Klimentová (duas outras primeiras bailarinas do ENB).

Eu não tenho muitas coisas boas para dizer sobre Esteban Berlanga como príncipe Siegfried com exceção de que ele é um ótimo partner, mantendo Erina no eixo durante as piruetas mesmo quando ela as começou fora dele. Faltam a ele graciosidade e técnica; para um bailarino principal esperamos que ele saiba terminar os giros sem quicar ou hesitar.

O corpo de baile foi sem dúvidas a estrela da apresentação. Todos os 60 cisnes estavam perfeitamente ensaiados e igualmente suaves; o tempo musical e a altura das pernas e braços, tão difíceis de “limpar”, estavam equivalentes e confirmaram minha impressão de que o English National Ballet tem o melhor ensemble do Reino Unido. Parabéns para a diretora artística (e primeira bailarina) Tamara Rojo.

*Post originalmente publicado no blog Revista Pulso em 29/06/2013. Para ver, clique aqui