Sara Mearns: Por quê amo o ballet

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Sara Mearns em ensaio ao site The Every Girl. Foto: Erin Kestenbaum

Uma das bailarinas mais expressivas e vibrantes de sua geração, a americana Sara Mearns, que é principal do New York City Ballet, listou suas razões para amar o ballet clássico — e nós reproduzimos aqui*!

1. Você descobre algo novo sobre si mesmo todo dia. Seja bom ou ruim, uma força ou uma fraqueza, algo físico ou emocional, você vai acabar ficando mais forte.

2. Você fica extremamente em forma!

3. Quando você está no palco, pode criar um mundo de fantasia só seu.

4. Você pode brilhar e cintilar da cabeça aos pés — dos adereços do cabelo à maquiagem, fantasia e sapatilhas.

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Sara Mearns em Dances at a Gathering. Foto: Paul Kolnik

5. O ballet me fez perceber que você não pode ser perfeito. Perfeição não existe, e por que você ia querer? Perfeição é chata e não deixa espaço para crescimento ou busca por lugares mais altos.

6. Como uma bailarina, você pode dançar com as mais lindas e incríveis músicas —do tipo que deixa você com frio na barriga.

8. You get to meet interesting people from all around the world. These people are creating something brand-new—and they could be creating it on you.7. Criar uma parceria com alguém e um dos mais sagrados e pessoais aspectos de ser um bailarino. Você entende o que ‘confiança’ realmente significa.

9. Você pode viajar o mundo e se apresentar em lugares maravilhosos, desde is teatros mais antigos da França até os palcos ao ar livre em ruínas da Itália.

10. A razão mais importante pela qual eu amo o ballet é a oportunidade que eu tenho em ser uma mentora positiva para a geração mais nova. Eu consigo inspirar dançarinos jovens a seguir suas paixões e permitir que a arte da dança continue.

 

Quer saber mais sobre Sara Mearns? Visite o site oficial dela clicando aqui 🙂

*A postagem original dessa lista foi na revista americana Dance Spirit

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Carnaballet!

Carnaval está começando e, claro, a gente também entrou no ritmo da gandaia! Para comemorar a folia momesca, selecionamos alguns dos repertórios que têm tudo (ou alguma coisa!) a ver com o Carnaval.

Pas de deux de Harlequin e Colombina em Harlequinade (Foto: Reprodução)
Pas de deux de Harlequin e Colombina em Harlequinade (Foto: Reprodução)

Harlequinade:

De longe, nosso preferido! Adoramos as roupas de Harlequin e Colombina, e a mímica das danças, tão expressivas e que agregam valor à coreografia. Esse foi o último repertório coreografado por Marius Petipa, e a música é de Riccardo Drigo. Na história, Harlequin é apaixonado por Colombina, mas o pai da moça, Cassandre, quer que ela se case com um velhote rico, chamado Léandre. Por isso sempre sabota as investidas do moço apaixonado, e para isso conta com seu fiel criado, o Pierrot. Claro que, no final das contas, Harlequin e Colombina conseguem ficar juntos, e o segundo ato é o casamento do casal.

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Adiarys Almeida em Carnaval em Veneza (Foto: Reprodução)

Carnaval em Veneza ou Satanella:

É um repertório de três atos super misturado: os dois primeiros têm enredo francês e o terceiro, italiano, sendo que, no prólogo, os personagens pedem ajuda dos deuses gregos. Assim como Harlequinade, é um ballet alegre, e tem muita comédia no meio. A história conta o triângulo amoroso entre Lénore, Léandre e Isabelle, e no meio tempo tem a chegada de boêmios, vingança e baile de máscaras. A música é de Cesare Pugni.

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Yana Selina como a borboleta na produção do Mariinsky em 2008 (Foto: Reprodução)

Carnaval:

Esse é um ballet que a gente conheceu agora, fazendo essa pesquisa para o post. E adoramos! Carnaval é um ballet russo, com música de Robert Schumann, coreografia de Mikhail Fokine, e produção do empresário artístico Sergei Diaghilev. Não existe um enredo muito definido: é uma comédia que se passa durante um baile de máscaras e acontecem uma série de incidentes engraçados, com trocas de casais e flertes. Os personagens principais são Columbine, Estrella, Chiarina, Papillon, Pierrot, Harlequin, Pantalon, Eusebius e Florestan.

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Pessoas viram bicho em Carnaval dos Animais. (Foto: Paul Konik)

Carnaval dos Animais:

Este é o ballet mais recente, criado em 2003 especialmente para o New York City Ballet. A música é de Camille Saint-Saëns, e quem assina a coreografia é Christopher Wheeldon. No enredo, Oliver Pendleton Percy Terceiro adormece no Museu de História Natural de Nova York e sonha que todas as pessoas da sua vida – amigos,  familiares, professores e colegas de escola – se transformaram em bichos.

Então é Nat… Quebra Nozes!

Pra qualquer bailarino ou amante da dança, Natal e fim de ano são sinônimos de “O Quebra-Nozes”. É o único repertório que podemos ter certeza que vai constar no calendário de todas as companhias clássicas do mundo. E – o mais legal! – todas as versões têm diferenças e sutilezas, o que faz com que nosso clássico natalino nunca perca o frescor.

“O Quebra-Nozes”é, muitas vezes, responsável por transformar crianças em bailarinos. A música de Tchaikovsky, a magia dos personagens, o corpo de baile que se apresenta em diversas danças – seja como flores ou flocos de neves – e o ambiente de sonho faz com que a atmosfera do repertório traduza, para muitos, o significado da própria dança.

E a gente, claro, não sairia imune a esse encantamento. Felipe conta que a versão que mais lhe marcou foi a do Royal Ballet, em 2009 – de fato, uma das mais populares da companhia.

“Essa foi a primeira vez que assisti o repertório completo, e a versão da companhia é altamente atrativa e lúdica. A parte que mais gosto, com certeza, é o pas de deux da Fada Açucarada com o príncipe, com a Miyako Yoshida e o atual queridinho do Royal, Steven McRae. Dancei esse repertório apenas uma vez, no qual fiz o personagem Fritz (irmão da protagonista, Clara) e um pas de trois dos Mirlitons, já no segundo ato, no Reino dos Doces. Esse, para mim, ficou muito marcado, e ainda espero dançar novamente!”

Steven McRae e Miyako Yoshida como príncipe e Fada Açucarada do Royal Ballet, em 2009 (Foto: Royal Ballet)
Steven McRae e Miyako Yoshida (Foto: Royal Ballet)

Já eu me rendi aos encantos d’O Quebra Nozes bem antes. A versão que mais me marcou foi do New York City Ballet, de 1993, que tinha Macaulay Culkin como o Príncipe Quebra-Nozes e narração de Kevin Kline. Foi uma versão muito teatral e extremamente bem-produzida, e lembro que, mesmo pequenininha, me encantei com a Dança Cigana e, com os flocos de neve e, claro, com o pas de deux da Fada Açucarada e seu Cavaleiro, protagonizado por Darci Kistler Damian Woetzel.  Minha experiência com os palcos também é pequena: dancei uma vez, quando tinha sete aninhos, e participei da Dança Chinesa.

 

Marie/Clara e o príncipe (Macaulay Culkin) se despedem do Reino dos Sonhos (Foto: Reprodução)
Marie/Clara e o príncipe (Macaulay Culkin) se despedem do Reino dos Doces (Foto: Reprodução)

Uma outra coisa que amamos fazer é assistir ensaios, para entender como é que a mágica acontece. Nesse sentido temos muito a agradecer ao Royal Ballet, que volta e meia disponibiliza ensaios dos bailarinos principais conduzidos por mestres e répétiteurs (remontadores) da companhia. Nesse abaixo temos a Lauren Cuthbertson e Matthew Golding sendo dirigidos pelo diretor Kevin O’Hare. Vejam a atenção que ele tem com a musicalidade, delicadeza e o olhar dos dançarinos! Dicas impagáveis 🙂

Para quem quiser assistir à versão do New York City de 1993, tem o link para o ballet completo aqui!

E você? Qual é seu “O Quebra Nozes” preferido?